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«Holanda» - A Liberdade

>> quarta-feira, dezembro 19, 2007


Amsterdam


Farinelli - (Handel) Lascia Ch'io Pianga


Por muito que tentem, reprimir-nos, subjugar-nos, amordaçar-nos, proibir-nos, dominar-nos e oprimir-nos,
Nunca poderão encarcerar um pensamento.
Esses correrão sempre livres, por vales e montanhas,
Voando,como os sonhos que os alimentam.
Soltos de amarras, navegando por mares por descobrir.
Vamos então soltar os pensamentos que afinal nos conseguiram aprisionar...!!!

MarioG

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«Holanda» - A Bola

>> domingo, dezembro 16, 2007


Amsterdam


Mercedes Sosa - Gracias a la vida


Sonhei no outro dia que todos nascíamos com uma bolinha, que teríamos que transportar o resto da vida.

No início nasceria minúscula, e a nossa mãe teria o cuidado de a colocar na nossa mão sempre que caísse, enquanto bebés. Essa minúscula bolinha cresceria connosco, da forma e com a velocidade que quiséssemos, de acordo com a formação da nossa personalidade.

Durante a infância já se notavam algumas diferenças na bola de cada pessoa. Todas tinham nascido brancas, e algumas começavam nessa altura a ganhar cores diversas. O tamanho era mais ou menos equivalente e ainda era facilmente transportável num bolso ou na mão fechada. Contudo as principais diferenças eram funcionais, na forma como a usávamos ou a transportávamos: uns jogavam com ela, outros escondiam-na nunca a mostrando, outros ainda, começavam a fazer-lhe desenhos.

Finalmente quando adultos, as coisas transformavam-se por completo. Cada bola era única. Imagino um mundo de pessoas todas transportando a sua bola, da qual não se podiam separar. Seriam bolas coloridas de todas as cores e tamanhos. Decoradas de forma simples ou extravagantes. Umas bolas tinham tamanhos que de tão grandes que dificilmente eram transportadas, mas nas quais os seus donos, de ego inchado, tinham tanto prazer em mostrar. Umas imaculadamente limpas, enquanto que outras tresandavam de tão sujas. Nalgumas tinham colocado piercings. Noutras autocolantes dos países visitados ou dos seus ídolos. Umas saltitavam imenso e outras não tinham um mínimo de elasticidade. Eram pedidas para serem mostradas em entrevistas de emprego. Pessoas formais de fato e gravata que escondiam as suas bolas loucas e alternativas, ou pessoas alternativas que escondiam as suas bolas todas bonitinhas. Criavam-se grupos e seitas constituídas por pessoas de bolas semelhantes. Geravam-se guerras e racismos e religiões devido apenas pelo tipo de bola que usavas. Com a idade enquanto que o seu dono envelhecia, algumas bolas continuavam como novas, enquanto que outras se esvaziavam de forma lenta. Criaram-se verdadeiros impérios empresariais com base em produtos para a nossa bola. Algumas bolas chegaram a ser estrelas de cinema, mais importantes que os seus donos…

No final, a bola desaparecia com o ultimo suspiro de vida, tipo balão cheio, que de repente voa pelo ar ao libertar o sopro da vida que o enche…

Vou pensar como seria a minha bolinha!! E a vossa como seria? E o mundo como o veriam?

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«Holanda» - as minhas rodinhas

>> terça-feira, dezembro 11, 2007


Amsterdam


Alanis Morrisette - You Learn



Quando era miúdo ofereceram-me uma bicicleta…era vermelha a minha pequena bicicleta…e era mesmo à minha altura.

Feliz da vida e com a ânsia de começar a andar, coloquei-me de imediato em cima dela e a primeira coisa que me aconteceu, foi um tremendo de um trambolhão.

O meu pai colocou então, duas pequenas rodinhas presas à roda de trás. Essas rodinhas, aguentavam a bicicleta em pé, e permitiram-me começar a pedalar sem medos….e sem trambolhões… Apoiaram-me quando que ainda não tinha equilíbrio, ajudaram-me a ganhar confiança…essas duas rodinhas, ensinaram-me a andar de bicicleta. Pouco tempo depois, e já com a segurança de um grande ciclista, recentemente adquirida, resolvemos retirar as benditas rodinhas…e lá fui eu em equilíbrio perfeito estrada abaixo e estrada acima, sem necessitar mais dessas rodinhas…até hoje. Guardaram-se e com o passar dos anos esqueci-me delas….

Entretanto ao longo da minha vida, fui continuamente precisando de umas rodinhas, que fui pondo e retirando da minha vida à medida que ia aprendendo a ser pessoa…. Algumas dessas rodinhas, tinham cara e tinham nome e ensinaram-me a ser quem sou.
O que sou hoje….devo-as às centenas de rodinhas que fui utilizando…colocando e retirando, sempre que já me aguentava sozinho….
Tal como as rodinhas da minha primeira bicicleta, esqueci-me onde coloquei a maior das outras rodinhas e algumas já nem têm rosto na minha memória….

Queria agradecer a todas as rodinhas da minha vida, que me ensinaram, me guiaram, me deram caminhos e alicerces, me deram experiências e vivências, me fizeram mais forte ou mais clarividente…. Um muito obrigado a todas elas….às que ainda uso…àquelas que já tirei, mas nunca as esquecerei…e a todas as outras esquecidas que andam por aí no mundo…e na minha personalidade.!!

E vocês? Lembram-se de todas as vossas rodinhas de bicicleta?

Era vermelha, a minha primeira bicicleta….

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«Holanda» - Lágrima Negra

>> sábado, dezembro 08, 2007


Zaanse Schans, Holanda


Bebo & Cigala - Lagrimas Negras


Naquele dia
Naquele dia em que me senti só
Em que me senti insignificante
Em que me senti humilhado
Naquele dia em que me deprimi
Em que chorei
Em que me enraiveci
Naquele dia em que me esqueci de rir, de proteger, de estimar, de agradecer
Naquele dia….
Uma nuvem deixou escapar uma solitária lágrima negra
Apanhei-a por acaso, quando caiu languidamente na minha apatia
Acordou-me…
Não a vou devolver…essa lágrima negra !

MarioG

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«Holanda» - Janelas

>> sexta-feira, dezembro 07, 2007


Amsterdam


Rodrigo Leão- Ave Mundi Luminar


Cresci sempre de janelas abertas,
Para deixar entrar os dias que passam,
e sair os ideais, o futuro sonhado, para que com eles se misturem,
E agarrar a serenidade que os anos trazem

Continuo a crescer de janelas abertas.
Quero deixar entrar o ser e a realidade,
E o futuro que me espera ansioso que tento adiar,
E guardar a consciência do nada

Quero deixar as janelas abertas,
Para conhecer o desconhecido,
Sentir o impossível,
Aprender o que não foi escrito,
Maravilhar-me com o simples

O meu presente está cheio de futuros
Que me entrarão pelas janelas que quero abertas
E o meu amanhã, será o presente do futuro que deixei entrar
Nas janelas que não fechei

O medo e o frio e a noite, não me obrigarão a fechá-las
Haverá sempre um pedaço de luz natural
Vou continuar de janelas abertas!......

MarioG

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«Holanda» - Dreams

>> quinta-feira, novembro 29, 2007


Amsterdam


YoYoMa- Bach Prelude



Gosto desse espaço que existe entre os sonhos e a realidade...

E o que nele existe, nesse espaço?...São passos silenciosos feitos de sons e música, são brancos passos pintados por cores intensas e aromas e cheiros suaves, são uma recordação perdida ou um forte desejo, são passos feitos de pés descalços sobre o orvalho frio de uma manhã de verão...

Gosto de caminhar devagar, esses passos que me levam aos sonhos, ou os que me trazem de volta. E quanto menor esse espaço que tanto gosto de caminhar, mais intensa é a caminhada...

Agora vou dormir, que são horas....

MarioG

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«Holanda» - Veni, Vidi, Vici

>> quarta-feira, novembro 28, 2007


Amsterdam


“Não lhe posso responder a essa pergunta, “sic”. Foi armada em “prima dona” que ao telefone me dirigiu estas palavras num tom, como se eu fosse ali uma “persona non grata”. Não liguei, pensando que”a posteriori” e “in loco”, teria oportunidade de esclarecer as minhas dúvidas sobre essa forma tão “sui generis” de se dirigir a mim.

Contudo, segui as instruções recebidas “a priori” e assinei aquele formulário “pró-forma” que ela me tinha enviado, percebendo que deveria ser esse o seu “modus operandi” usual e era condição “sine qua non” para atingir os meus objectivos. “De facto” verifiquei mais tarde que assim o era, embora me parecesse um pouco um processo “ad-hoc”.

Aquele formulário, permitir-me-ia manter o meu “status quo” e como em “Roma sê Romano”, decidi avançar com o pedido. Estes estavam sujeitos a “numerus clausus” e mesmo ficando “ex aecquo” com o ultimo classificado, poderia não me ser atribuído o que desejava, adiando assim “sine die” os meus objectivos. A sua atribuição “per capita” era tão diminuta, que pensei que não tinha qualquer hipótese.

Após ter enviado o maldito formulário, pensei: “Alea jacta est”. Não valia a pena preocupar-me por antecipação.

“Carpe Diem” foi a filosofia que adoptei a partir daí em “lato sensu”, ou seja, aplicada a todas as facetas da minha vida e inclusive ao meu “alter ego”, tornando o sorriso um dos meus “ex-libris” esperando que um dia ainda teria um doutoramento “honoris causa” em boa disposição.

Recebi a carta de resposta ao meu pedido, uns dias mais tarde e com foi algum “delirium tremens” (apesar de não ter bebido) que tentei abrir o envelope lacrado. Percebi quase de imediato que tinha obtido aprovação “in extremis”, contudo teria que “manter o merecimento de tal distinção, tendo que me transformar em “primus inter pares”” , escrevo isto “ipsis verbis”.

“Como o povo diz e com razão, “todos os cães têm sorte” e como a “vox populi, vox dei”, dei por mim em saltos de alegria. Mãos à obra, pensei. “Mutatis mutandis”, custe o que custar, “idem” para a minha família.

A encomenda chegou uns dias mais tarde, abri-a com tanto nervosismo que tive um ataque de coração e morri…..

“Post Scriptum”: Ambição e felicidade seguem estradas tão opostas que nunca podem encontrar-se, talvez apenas “post mortem” :-)


Ao amigo Bliss….

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«Holanda» - Ensaio e reflexões sobre o Nº 2

>> sábado, novembro 17, 2007


Amsterdam


Não tendo melhor em que pensar, hoje debrucei-me sobre o número 2, como se de um número mágico se tratasse.

O Dois reflecte em si a força criadora, sendo um dos números mais fortes para a Humanidade, representando em simultâneo União e Dualismo.

Dois representa a união de duas unidades (1+1=2) e só pela união é que ele existe.

Mas o dualismo que o número 2 encerra em si próprio, representa quase na perfeição a psicologia humana e a dualidade constante dos opostos em que vivemos: homem e mulher, dia e noite, o bem e o mal, dor e prazer, o certo e o errado, o amor e o ódio, a vida e a morte. O Dois é em si mesmo a representação da vida.

Esta dualidade perfeita, constituída sempre por dois elementos opostos, leva-nos surpreendentemente à descoberta da unidade e do número Um, constituinte fundamental do número Dois.

Contudo o número Um, carece do seu oposto para representar a Vida, o que me leva a concluir que o número Dois é o número criador da Unidade.

Não tenho uma visão maniqueísta do mundo, mas vejo a vida com dois olhos !!!
.

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«Holanda» - Alter Ego

>> quarta-feira, novembro 14, 2007


Amsterdam


Ontem estava a escrever neste blog, quando ouvi a campainha tocar. Era já tarde para visitas...pensei. De facto, e como habitualmente, tinha-me esquecido das horas e a noite já ia longa.

Tocou novamente. Algo assustado pelo adiantado da hora, dirigi-me sorrateiramente até à porta, e encostei-lhe o ouvido, na vã esperança de que algum ruído vindo do outro lado, me ajudasse a identificar os meus visitantes. Sem sucesso… Apenas uma tosse rápida e um ligeiro suspiro impaciente.

A campainha tocou uma vez mais…teria mesmo que abrir, pois não queria que as crianças acordassem, tornando ainda mais incómoda esta situação.

Abri, colocando o ar mais confiante que consegui buscar. Contudo, esse meu ar rapidamente se transformou, primeiro em inquiridor, depois em surpreso e por fim, abrindo os olhos o mais possível, como se quisesse não ver o que realmente via, num ar de total espanto.

À minha frente estava um homem que não reconheci de imediato, mas que me era contudo imensamente familiar. Perguntei o que desejava, e enquanto esperava a resposta, a minha mente procurava avidamente aquele rosto nos mais recônditos locais da minha memória…nada…vazio.

Não me respondeu, limitando-se a olhar-me frontalmente, embora o seu olhar parecesse que me atravessava e olhava para além de mim. Com os olhos, tentei perguntar-lhe novamente o que queria de mim àquela hora…o homem continuava mudo…foi aí que o meu espanto foi gradualmente aumentando à medida que ia reconhecendo a cara que me enfrentava. Não consegui evitar um curto grito de assombro quando me reconheci naquela cara…

Era eu… Era eu…mas…mas...como?...quem?... Sim era mesmo eu.

Resisti ao cepticismo e esqueci-me da impossibilidade real de isso estar a acontecer, e observei o meu visitante. Ou melhor, observei-me.

Percebi que apesar da mesma idade, parecia muito mais velho, parecia próximo do 50. Uma ligeira calvície ameaçava-me os curtos cabelos grisalhos impecavelmente penteados, os olhos apagados, vagos e sem brilho sob umas olheiras escuras, mostravam uma alma cansada e desiludida. Os lábios cerrados e frios, não me pareciam ter tido capazes de alguma vez terem esboçado um sorriso.
Tinha algumas rugas de expressão, já pronunciadas, provocadas provavelmente pela tensão que os seus músculos faciais nunca libertaram. A forma como me vestia, aparentava um nível de vida elevado, talvez fruto do sucesso profissional alcançado.
Não me parecia um homem feliz e em paz.

Não sei quem era aquele eu…o meu alter ego?.. um outro eu?..um eu paralelo?…ou o eu, como os outros me vêem?

Não me atrevi a falar….
O meu visitante, o outro eu, finalmente falou… "provavelmente, queres saber quem sou e o que faço aqui?", perguntou….ainda sem palavras, acenei-lhe que sim com a cabeça….Continuou sem esperar pela minha resposta…"pois bem, a resposta à primeira pergunta não te darei e terás que a encontrar por ti próprio, quanto ao que faço aqui é muito simples…" parou, como que esperando pela minha reacção…"Vim simplesmente despedir-me!!!"

E antes que eu pudesse, balbuciar um simples “mas”, virou-me as costas e afastou-se rapidamente desaparecendo no escuro da noite. Acho que fiquei ali especado a segurar a porta e a olhar para o nada…até aos primeiros raios de sol!

Quando olhei para o relógio, pensei… "bem, tenho que ir tomar banho e ir pró trabalho que estou já atrasado!!!"

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Novo destino !!!!

>> quinta-feira, novembro 08, 2007


Amsterdam


bicicletas, tulipas, moinhos, bicicletas, canais, o Red Light District, tamancas de madeira, Van Gogh, bicicletas, planicies, queijo Gouda, Rembrandt, torcida laranja, bicicletas, coffee shops, Heineken, tolerância social, bicicletas.....

Ainda não adivinharam? Pois bem...é isso mesmo... Holland, Netherlands, Holanda para nós

Espero que gostem desta curta foto viagem aos países baixos

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SOBRE ESTE BLOG


JÁ FUI as minhas viagens escritas com luz natural em Itália, New York, Tunisia, Cuba, Paris, Turquia, Londres, Cabo Verde, Holanda... AGORA APENAS SOU.

ESTÃO NESTE MOMENTO A OLHAR AS LUZES

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