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«Tunisia» - saída

>> sábado, fevereiro 18, 2006



Cheguei ao fim de mais uma viagem ... um adeus a esta rosa do deserto ... espero que tenham gostado ... um adeus ao Norte de África, ou será até já?

Vou continuar viagem ...amanhã ... um novo destino ...um novo país ... novas emoções ...um novo povo... um novo continente... um novo mar...uma nova língua ... uma nova música ... novos sorrisos ... uma nova arquitectura ... uma nova cultura ... um novo regime politico ... novas bebidas ... novos pedaços de luz natural ... contudo uma mesma sensação: o prazer de viajar.

Obrigado por viajarem comigo....

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«Tunisia» - Cartago

>> quinta-feira, fevereiro 16, 2006



«
Cartago foi uma potência do mundo antigo, disputando com Roma o controle do Mar Mediterrâneo. Dessa disputa originaram-se as três Guerras Púnicas, após as quais Cartago foi destruída.

É hoje um bairro de Túnis e um sítio arqueológico e turístico importante, tendo sido classificado Património Mundial pela UNESCO em 1979.

Fundada por colonizadores fenícios Cartago tornou-se a capital de uma república marítima muito poderosa, que substituiu Tiro no Ocidente, criou colonias na Sicília, na Sardenha, na Espanha, enviou navegadores ao Atlântico norte e sustentou contra Roma, sua rival, as longas guerras conhecidas pelo nome de guerras púnicas (264-146 a.C.).

Entre os séculos V e III a.C. envolveu-se em frequentes hostilidades com a Grécia e a Sicília. Foi nesta última que Cartago teve seu primeiro choque com Roma, e as três Guerras Púnicas acabaram com a destruição da cidade em 146 a.C.
A cidade foi arrasada até aos seus alicerces e o chão foi salgado (colocado sal) para que nada nele crescesse. Esta atitude extrema deve-se ao fato de Cartago ter sido a única potência que podia concorrer pelo domínio do Mediterrâneo ocidental. Roma e Cartago estão sensivelmente colocadas no eixo central do Mediterrâneo ocidental. Assim apenas havia espaço para um império marítimo neste mar interior.

Refundada por César e Augusto como colonia romana (século I a.C.), novamente adquiriu grande prosperidade e sua população cresceu a ponto de se tornar a quarta maior cidade do Império Romano, com uma população estimada de meio milhão de habitantes. Tornou-se a verdadeira capital da África romana e da África cristã.

O vândalo Genserico ocupou a cidade em 439 e estabeleceu ali sua capital, mas em 533-534 Belisário expulsou os vândalos e a partir de então, até sua captura e destruição pelos árabes em 697, a cidade permaneceu como parte do Império Bizantino e entrou em decadência.
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in Wikipedia

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«Tunisia» - O véu

>> quarta-feira, fevereiro 15, 2006



....assim de repente, já não sei nada... apenas sei que estava a pensar nesta coisa do véu islâmico e me lembrei das minhas avós. Como tenho saudades de lhes chatear as suas cabecinhas sempre cobertas com um lenço.

Lembro-me que tinha uma estranha sensação quando raramente as via sem lenço, a ajeitar ou a pentear os seus longos cabelos. Era como entrar num nível de intimidade diferente, como se lhes descobrisse uma pouco da sua nudez.

Ficava a olhar de soslaio, de miudo que via nesse cair do lenço, uma imagem de uma mulher que não conhecia. Lembro-me que a partir de certa altura um dos meus passatempos favoritos era puxar-lhes os lenços, o que as irritava solenemente. E eu ria que me fartava...

Lembrei-me que tenho saudades desses lenços de avó....

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«Tunisia» - plastificações

>> segunda-feira, fevereiro 13, 2006



«Serviço de plastificações rápidas com atendimento personalizado. :-) »

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«Tunisia» - parceiros



Verdadeiros parceiros na arte da sobrevivência nesse imenso deserto....

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«Tunisia» - as metamorfoses do espirito

>> domingo, fevereiro 12, 2006


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Três transformações do espírito vos menciono: como o espírito se muda em camelo, e o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança.

Há muitas coisas pesadas para o espírito, para o espírito forte e sólido, respeitável. A força deste espírito está bradando por coisas pesadas, e das mais pesadas.

Há o que há que seja pesado? — pergunta o espírito sólido. E ajoelha-se como camelo e quer que o carreguem bem.

Que é a tarefa mais pesada, heróis — pergunta o espírito sólido — a fim de eu a deitar sobre mim, para que a minha forca se recreie?

Não será rebaixarmo-nos para o nosso orgulho padecer? Deixar brilhar a nossa loucura para zombarmos da nossa sensatez?

Ou será separarmo-nos da nossa causa quando ela celebra a sua vitória? Escalar altos montes para tentar o que nos tenta?

Ou será sustentarmo-nos com bolotas e erva do conhecimento e padecer fome na alma por causa da verdade?

Ou será estar enfermo e despedir a consoladores e travar amizade com surdos que nunca ouvem o que queremos?

Ou será submerjirmo-nos em água suja quando é a água da verdade, e não afastarmos de nós as frias rãs e os quentes sapos?

Ou será amar os que nos desprezam e estender a mão ao fantasma quando nos quer assustar?

O espírito sólido sobrecarrega-se de todas estas coisas pesadíssimas; e à semelhança do camelo que corre carregado pelo deserto, assim ele corre pelo seu deserto.

No deserto mais solitário, porém, se efetua a segunda transformação: o espírito torna-se leão; quer conquistar a liberdade e ser senhor no seu próprio deserto.

.......

Assim falava Zaratustra. E nesse tempo residia na cidade que se chama “Vaca Malhada”.
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de "Assim falava Zaratrusta", Nietzche

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«Tunisia» - o berbere

>> sábado, fevereiro 11, 2006



Os berberes chamam-se a si próprios Imazighen, ou seja, "homens livres". É isso que sente no olhar desses homens de poucos sorrisos e de feições vincadas pelo sol do deserto tão dominante.

No mundo global em que vivemos e principalmente nos grandes conglomerados urbanos onde nos fomos todos juntando, a Condição Humana é cada vez menos influenciada pela Natureza que nos abriga.

Os valores, objectivos, preocupações e anseios que criámos e vivemos no nosso dia, nada têm a ver com a Terra Mãe.

Sente-se nestas gentes do deserto a influência absolutamente marcante dessa natureza esquecida por nós. A sua condição humana é determinada e condicionada pelo parcos recursos que o deserto lhe pode fornecer. Habituaram-se a viver com o essencial e a sua filosofia de vida é simples e sábia.

A sobrivência não é um dado adquirido e isso fortalece-os. Não os imagino nas grandes cidades, onde se poderiam tornar rapidamente indigentes, como muitos que encontramos na rua, que por um motivo ou por outro, não conseguiram encontrar a sua peça do puzzle na sociedade moderna...

Gosto da natureza no seu estado puro...e da liberdade sentida nos olhos destes homens!

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«Tunisia» - Desert Rose

>> quinta-feira, fevereiro 09, 2006



Sting - Desert Rose

«
Sonho com chuva
Sonho com jardins no deserto de areia
Acordo em vão
Sonho com o amor enquanto o tempo escorrega pela minha mão

Sonho com o fogo
Esses sonhos que ligam dois corações que nunca morrerão
E perto das chamas
As sombras brincam com as formas do desejo do homem

Doce rosa do deserto
Cuja sombra carrega a promessa secreta
Esta flor do deserto
Nenhum doce perfume te irá torturar mais do que este

E agora ela volta-se na minha direcção
Movendo-se pela lógica dos meus sonhos
Este fogo queima
E eu compreendo que nada é o que parece

Eu sonho com chuva
Eu levanto o meu olhar para os céus vazios lá em cima
Eu fecho os meus olhos
O raro perfume é a doce intoxicação do amor

Doce rosa do deserto
Esta memória do Éden apanha-nos a todos
Esta flor do deserto, este raro perfume
È uma doce intoxicação.
»
Tradução livre de "Desert Rose" - Sting

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«Tunisia» - a invasão



Acordei...estava num quarto de hotel.

Tudo não tinha passado apenas de um sonho mau. Olhei em volta.... Os pedaços de luz natural do deserto entravam afinal pela frincha da janela que eu tinha deixado levemente entreaberta na noite anterior... Era uma luz forte e esbranquiçada.... Ela ainda dormia ao meu lado...o meu pesadelo não tinha passado por ali.

Sabia que depois do duche matinal me esperaria um pequeno almoço continental com muito poucas características árabes. Tudo muito ao gosto do turista com pouco desejo de experimentar coisas novas.... paciência, para a próxima faço umas férias diferentes.

Grande seca a que me esperava.....naquela viagem ao deserto, fomos estranhamente apanhados e levados num grupo de alemães que olhavam estes três intrusos portugueses, com alguma sobranceria, como que invadidos na sua hegemonia ariana. Ui...medo.

Pouco simpáticos por sinal.! Apesar de nos podermos exprimir em pelo menos 3 linguas e compreender outras 2, não foi suficiente para conseguir estabelecer contacto com estes companheiros de viagem. Nein?!

Foi mais simples estabelecer contacto, embora gestual, com os nossos guias berberes, homens de horizontes largos e semblante fechado... e mesmo com esses pobres camelos que tiveram que levar com as partes pudibundas desses irritantes germânicos arrogantes...

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«Tunisia» - o regresso

>> terça-feira, fevereiro 07, 2006


«ainda no deserto»

Abri os olhos... tudo desfocado... mas protegido da luz e do calor.... O sangue já não fervia nas minhas veias e não tentava sair-me pelos poros. A pele ainda ressequida já não gritava.

Estava algures numa tenda,... pelo menos era o que me parecia. Embora ainda não sentisse conforto, a alma já não me era difícil de transportar.

Quando finalmente os pedaços de luz natural que passavam através das fendas da tenda Berbere me encheram os olhos, vi que estava deitado nuns tapetes surrados pelo uso. Cheiravam a bosta de camelo. Nunca o cheiro a merda me tinha feito sentir tão bem como naquele momento..

O destino tinha-me enganado uma vez mais. Sentia o prazer de estar vivo, sentia prazer nas dores , de estar perdido, do medo e dos perigos que me poderiam espreitar.
Essa sensação seria melhor que a sensação da morte? Não sei se alguma vez o saberei...

Saí a medo... Do lado de fora apenas um camelo. Estava sozinho junto de um pequeno oásis de duas dezenas de palmeiras e uma casa em ruínas. Como cheguei aqui? Não sei!

Apenas sei que vou continuar viagem....

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«Tunisia» - o deserto

>> segunda-feira, fevereiro 06, 2006


«ZAAFRANE - a entrada do deserto de areia (Sahara)»

Muitas vezes sinto-me como que num episódio perdido no grande deserto:

Sentado ao abrigo da enorme duna, que me dá alguma sombra, os meus olhos criam ao longe, no horizonte ondulado, longas caravanas de camelos, com destino ao oásis mais próximo, nesse mar imenso de areia.

Nas miragens surgidas nessas ondas voadoras de calor, os meus olhos banham-se também em grandes lagos de água luzidia que brilham resplandecentes sob sol que me atormenta.

Nesses momentos o deserto chama por mim.

De quando em quando uma pequena ponta de vento esquecida, por aqui passa, e embora quente tenta enganar o sol abrasador que me sufoca. Sinto o suor escorrer teimosamente pela minha face, que tento beber com sofreguidão esticando a língua até ao local em que sinto que essa gota a ela se juntará. Este pequeno esforço faz-me sentir ainda com mais sede e calor, que julgava já não ser possível.

O calor e a fatiga dão lugar à reflexão, na vã tentativa de procurar no quente horizonte um caminho para seguir. Vou pensando naquilo que não vi, não vivi, não visitei, não desejei e não senti. Nas palavras que deixei de dizer e nas acções que não tomei por cobardia, solidariedade ou apenas por simples inércia e preguiça.

Sob esse sol intenso insuportável, percebi o destino fatal, que seria mais que certo quando me apeei daquele camelo e me vi de repente sozinho naquele mar imenso de areia acompanhado apenas por duas palmeiras que estoicamente resistiam e surpreendemente cresciam ali.

O fim da minha viagem estava próximo. Sentia-o na pele ressequida e nas forças que tinha já perdido. A esperança de voltar a ser gente, terminara com a ultima gota de água que trazia.

A noite fria do deserto tinha sido um desafio que eu jamais imaginaria conseguir ultrapassar e outra se aproximava inexoravelmente, como que indiferente às minhas angústias e desespero. O tempo indiferente a tudo, não parou por compaixão, nem irá parar.....

Ao anoitecer desmaio assolado por pesadelos de monstros de fogo e tempestades de areia......

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«Tunisia» - A arte de regatear

>> sexta-feira, fevereiro 03, 2006



« O aperfeiçoamento da arte de bem regatear é realizado há muitos séculos por estes povos do Norte de Àfrica. Qualquer tentativa ainda que bem intencionada em ganhar-lhes nessa àrea, termina irremediavelmente em fracasso....

A mim aconteceram-me vários... A mais interessante de todas essas vezes foi uma sessão de mais de uma hora a regatear um simples conjunto de copos, onde até a pequena garrafa de vinho que tinha trazido do avião, eu introduzi na negociação (e como decerto sabem os àrabes não bebem vinho). Após várias tentativas de fuga fingida da loja, uma pequena garrafa de vinho e uns brincos, e mais não sei quantos dinares...saí vitorioso!!!! Tinha ganho a batalha...consegui comprar os malditos copos a um décimo do preço pedido inicialmente.

No dia seguinte nas raras lojas existentes com preços marcados, encontrei os mesmos copos com o dobro da qualidade e a metade do preço.!!! Ganda merda!!!
»

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«Tunisia» - traseuntes

>> quarta-feira, fevereiro 01, 2006



“Hey!!!” “Italiano ?” grazie molto... no? Espanhol? um regalo para la sinõrita ... no? Français? Bonjour messieur... no? dove? where ? Portugal????? Ah!! Figo Figo.... Obrigado...”

São as frase que continuamente nos são dirigidas num assédio constante enquanto tentamos passear calmamente pelas várias vendas de rua que vamos encontrando.

Parece um desporto nacional, descobrir a origem dos turistas que passam e ficam mesmo irritados quando não conseguem. Era o nosso caso.... e nós divertiamo-nos com o seu desespero.

A apetência de todos para as línguas é extraordinária.

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«Tunisia» - Timor

>> terça-feira, janeiro 31, 2006


« Numa dessas casas trogloditas que visitei, encontrava-se em cima de um armário um recipiente com a marca Timor. Curioso.

Ainda estou para saber qual o produto. Parece-me uma lata de óleo. O google não me conseguiu ajudar.... Dão-se alvissaras. :-) »

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«Tunisia» - Trogloditas

>> segunda-feira, janeiro 30, 2006



Em Matmata encontramos uma povoação troglodita, muito interessante, onde casas escavadas na montanha servem de abrigo ao intenso calor do dia e ao intenso frio nocturno.

São diferentes de outros povoados trogloditas que visitei na Turquia e no Sul de Espanha, pois estas ao contrário das outras são escavadas no chão e não nas rochas.

Estas “casas” trogloditas consistem num páteo de 5 a 10 metros de profundidade, a partir dos quais um conjunto de pequenos quartos foi escavado na rocha suave da montanha sendo interligados por estreitas passagens. Aí ficam os quartos de dormir, armazenamento de cereais e dos haveres da família. O acesso ao páteo principal é normalmente feito através de um pequeno túnel ou por uma escada de madeira que é retirada em tempos de perigo.



O interior impressionou-me pelo conforto e pela frescura que possuem apesar das altas temperaturas do exterior. Estão normalmente caiados de branco e o chão é coberto de confortáveis tapetes tunisinos. As prateleiras são escavadas nas rochas e possuem apenas o mobiliário essencial.

O nome da cidade de Matmata vem da tribo Berbere que a habita sendo a maior comunidade troglodita activa.

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«Tunisia» - Matmata


« Hoje aconteceu uma coisa que eu nunca esperaria vêr: vi nevar da janela da minha casa. E eu para aqui a falar de desertos onde a temperatura é de 40º á sombra, enfim, poderia dar-me para pior...

Então portantos, vamos lá: Matmata, deserto de montanha no sul da Tunisia, conhecida também por ter servido de cenário a uma das cenas do primeiro filme do Star Wars. A cena da discoteca desse filme foi filmada numa das muitas casas trogloditas que existem nestes montes...

Por esse facto, decidiram colocar em lugar de destaque o nome de MATMATA, formada por letras colocadas ao jeito das que existem em HOLLYWOOD.



« A bebida que se bebe e com estes 40º é nem mais nem menos um super-quente e açucarado chá de menta. Na verdade e curiosamente, refresca mesmo !!! »

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«Tunisia» - amigos de estimação

>> domingo, janeiro 29, 2006



« aos meus amigos de estimação de quatro patas que já tiveram que ir: à Pantufa, ao Snoopy, à Betty, à Yushiky, à Carolina, ao Zé...




« ... e ao burro que o meu avô tinha (que já não me lembro o nome...apenas que me deixou uma cicatriz duma valente mordidela que me deu). Era um asno simpático.

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«Tunisia» - 250 anos de música

>> sexta-feira, janeiro 27, 2006



«Hoje é o aniversário do Amadeus, faz 250 anos que nasceu. Para mim o maior génio da música, talvez só igualado pelo João Sebastião.

Aos 5 anos compôs a sua primeira música, tendo-nos deixado um legado que impressiona pela sua extensão, beleza, alegria, leveza e profundidade... A Humanidade agradece!

Apetece-me cantar os "Parabéns a você", mas só me consigo lembrar do seu Requiem... »

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«Tunisia» - a sua mulher por 200 camelos



Camelus é um género de ungulados artiodáctilos (de número ímpar de dedos) que contém duas espécies: o dromedário (Camelus dromedarius), de uma bossa e o camelo bactriano (Camelus bactrianus), de duas bossas. Ambos são nativos de áreas secas e desérticas da Ásia e Norte da África. O nome camelo vem do grego kamelos a partir do hebraico gamal, "camelo".



O termo camelo é usado para descrever qualquer uma das seis espécies da família Camelidae: os dois camelos verdadeiros e os quatro camelídeos sul-americanos: o lhama, a alpaca, o guanaco e a vicunha.

Os humanos têm domesticado camelos há milhares de anos. Tanto o dromedário quanto o camelo bactriano são usados para obtenção de leite, carne e como animais de carga - o dromedário no norte da África e Oriente Médio e o camelo bactriano na Ásia central.



Mesmo existindo cerca de 13 milhões de dromedários hoje em dia, eles estão extintos como animais selvagens. Há, porém, uma população selvagem considerável de cerca de 32.000 que vivem nos desertos da Austrália central, descendentes de indivíduos que escaparam no século XIX.

O camelo bactriano possui cerca de 1,4 milhões de indivíduos, a maioria domesticado. Há cerca de 1.000 camelos selvagens no Deserto de Gobi e pequenos grupos no Irã, Afeganistão, Turquia e Rússia.

Ambos são animais herbívoros. Podem tomar cerca de 120 litros de água de uma só vez.

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«Tunisia» - medina

>> quarta-feira, janeiro 25, 2006


« ruas estreitas da Medina de Hammamet. Esta pequena cidadela rodeada de muralhas datadas do Séc.XV, serve hoje quase exclusivamente como destino turistico como mostra da arquitectura islâmica. Contudo não deixa de ser agradável dar um passeio por estas pequenas ruas, algumas mesmo cobertas, sentido os sons e os cheiros fortes do Norte de África...

No regresso ao hotel, sentámo-nos languidamente numas cadeiras de esplanada, onde nos serviram um café turco. Café estranho este, a beber com cuidado para não ficarmos com a boca cheia de borras de café, que vêm servidas com o liquido a que deram origem, ficando depositadas no fundo da chávena.... »

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SOBRE ESTE BLOG


JÁ FUI as minhas viagens escritas com luz natural em Itália, New York, Tunisia, Cuba, Paris, Turquia, Londres, Cabo Verde, Holanda... AGORA APENAS SOU.

ESTÃO NESTE MOMENTO A OLHAR AS LUZES

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